Veja aqui valiosas dicas de CUBA!


"...Guantanamera, guajira guantanamera..." 


Praias lindíssimas, sim. Mar azul turquesa, areia fininha e muito branca. Clima de verão eterno com médias anuais de 25º/27º e verão de 32º. Com tudo isso, Cuba seria mais um belo destino de praia, no Caribe. Mas conhecer Cuba vai muito além do que curtir sua natureza. Cuba atrai visitantes por uma combinação de mistério e carisma. Quem vai, quer conferir como é, afinal, esta ilha que dança sensualmente ao ritmo da rumba e do son, que continua a produzir os charutos mais desejados do mundo enquanto mantém por mais de 50 anos o único regime comunista das Américas (a menos de 50 milhas da Flórida) desafiando o país vizinho. Não fosse por tudo isso, Cuba ainda valeria a pena pela simpatia dos cubanos, pelo daiquiri e muito mais.
Havana, que já foi o paraíso de férias dos norte-americanos antes da era Fidel Castro, está voltando a mostrar todo o esplendor de sua arquitetura colonial espanhola em La Vieja Habana, a parte mais antiga da cidade, uma vasta área de palacetes, casarios multicoloridos e igrejas com suas fachadas em estilo barroco, art nouveau, e art dèco,  declarada patrimônio da Humanidade pela Unesco e em processo de recuperação.
Caminhar por suas calles e praças, sentir a atmosfera histórica do país descoberto por Colombo em sua primeira viagem, depois importante entreposto comercial da Espanha, é uma experiência toda especial. Prepare a câmera e comece a fotografar janelas, arcos, vielas. Só não aponte a câmera para as cubanas vestidas em trajes típicos, com turbantes e tudo mais (lembram as nossas baianas), porque o clique pode lhe custar alguns dólares. É também na cidade velha que fica outro ícone de Havana, o bar La Bodeguita Del Medio, onde foi inventado o Mojito, bebida feita com rum, suco de limão e hortelã, ideal para o calor do Caribe, hoje também sucesso no Brasil e um dos favoritos do escritor Ernest Hemingway. Rum,aliás, é a  bebida nacional, servido em toda parte, especialmente na forma de coquetéis. Mas Cuba produz também rum envelhecido, de alta qualidade, seguindo tradição da indústria que está por lá desde em que os piratas rondavam a região. Já se a preferência for pela cerveja, as loiras cubanas - como a Bucanero e a Cristal - são reconhecidas pela sua qualidade.


A Havana que Hemigway amou

Eternizado em bronze, Ernest Hemingway permanece em seu cantinho favorito no balcão do bar La Floridita, um dos seus endereços favoritos em Havana. É lá também que foi criado o daiquiri, um dos mais conhecidos drinques à base de rum, que o escritor ajudou a popularizar. Mas não são apenas os drinques que lembram o escritor, na capital cubana. Um giro pelo centro deve incluir, necessariamente, o hotel Ambos Mundos, onde ele viveu  de 1932 a 1939 e onde escreveu “Por Quem Os Sinos Dobram”. No coração de Habana Vieja, o hotel mantém intacto o apartamento ocupado pelo escritor, bastante simples para a importância do autor, um cômodo despojado, com uma ampla vista para a cidade histórica onde estão sua máquina de escrever, alguns exemplares de seus livros em edições especiais, suas roupas de caçador. Quer saber mais? Pergunte à museóloga que acompanha os visitantes.
Percorrer os pontos favoritos do escritor em Havana é um dos muitos prazeres que a cidade oferece, transportando o turista à atmosfera dos anos 40/50, quando a cidade era a meca de magnatas e das estrelas de Hollywood. Aliás, essa atmosfera saudosista e curiosa também está presente nas ruas, nos carrões americanos  “vintage” que ainda rodam por lá, (há sempre uma porção deles diante do “Capitólio”). Mas não pense que será obrigado a trafegar em uma dessas relíquias. Há carros modernos circulando em Havana mas, se quiser viver uma experiência única, embarque num cocotáxi, veículo de três rodas que mais parece um “orelhão” motorizado.
Testemunha do passado capitalista de Havana, o Hotel Nacional é outro ícone nacional, com jeitão de Copacabana Palace, amplo, suntuoso, elegante, em Vedado, região que também abriga a famosa Sorveteria Coppelia que ocupa todo um quarteirão, cenário de filmes e ponto de encontro dos cubanos. Mas não se espante com as filas gigantescas.Turistas e locais são atendidos em guichês separados e a preços diferentes. Andar pelo Malecón, o calçadão à beira mar, é também um programa legal, com uma bela vista para a baía, o forte, point onde os cubanos se encontram para namorar e imperdível no por de sol. O bairro chique de Havana é Miramar, arborizado, com casarões, onde ficam muitos hotéis e Embaixadas. No roteiro por Havana não deve faltar Praça da Revolução, um imenso espaço (era lá que Fidel Castro sempre falava ao povo por horas a fio) onde a foto será diante do prédio do Ministério do Interior, uma estrutura de 139 metros de altura com a figura gigantesca de Che Guevara e a frase “Hasta la Victoria Siempre”.

Puros e muita música

Se você disser que vai a Cuba, alguém, certamente, lhe pedirá para trazer um charuto, típico produto cubano (o país produz mais de 12 milhões de charutos por ano) celebrizado também nas fotos de Che Guevara que, ironicamente tornou-se também um objeto de consumo, com sua figura mítica estampada em camisetas, toalhas, boinas, objetos os mais variados, vendidos como souvenires.
Extremamente musical, com herança afro mesclada à espanhola – Cuba é a pátria da rumba e do son. Esse ritmo influenciou a salsa e o merengue, contagiando o mundo através de grupos como o Buena Vista. Em Havana, especialmente, há sempre alguma atividade musical acontecendo na rua, nos bares, em festivais. O jazz cubano também é de primeira, imperdível. Agora, se quiser algo bem turístico, a dica é o show do Tropicana, ao estilo Las Vegas, como costumava acontecer nas décadas de 40/50. Ajuste sua programação em Havana reservando alguma noite para ver uma apresentação de dança ou música no Gran Teatro de la Habana. Vai valer a pena.

Onde mais?

Trinidad ou Santiago de Cuba, para quem gosta de patrimônio histórico e arquitetônico, são outros destinos, em Cuba . E, por que não, Guantánamo, eternizado pela música “Guantanamera” onde fica o Parque Nacional Alejandro de Humboldt, declarado Patrimônio de Humanidade pela UNESCO e ,-  ironicamente -  a  controversa prisão norte-americana .


Arroz, feijão

Feijão preto, arroz, mandioca cozida. Estamos em Cuba ou melhor, em casa. Muito parecida com a culinária brasileira de todos os dias, as carnes mais populares, em Cuba, são frango e porco. Mas existe restaurantes de outras gastronomias, especialmente em Havana: árabes, espanhóis, italianos e asiáticos. Para provar algo bem cubano, procure um dos muito "paladares", que funcionam em casas de famílias, originalmente como restaurantes populares (hoje já não tão baratos). Outros nossos conhecidos como banana, milho, inhame também entram na culinária cubana.

Veja o que pedir

Moros y Cristianos – arroz e feijão preto, cozidos na mesma panela com carne de porco.
Congrís – arroz e feijão vermelho, cozidos na mesma panela (como o nosso baião de dois).
Picadillo a la habanera – carne (de vaca ou porco) com tomates, pimentão, azeitonas e uvas-passas. Geralmente servido com banana frita, arroz e ovos.
Ajiaco – é o prato nacional. Guisado de vegetais feito de mandioca, nabos, cenoura, ervas, alho, cebola, pimentão verde.
Chicharrones de puerco – torresmos de porco.
Plátanos – bananas fritas cortadas bem finas.

Sobremesas

Guenguel – doce feito com milho ralado, açúcar e canela (como curau)
Frutas frescas ou em calda – coco, goiaba, mamão
Arroz doce
Pudim de leite
Goiabada com queijo
Mas a semelhança entre Brasil e Cuba não se limita à culinária. Em Cuba a Santería é a manifestação religiosa semelhante ao candomblé, com os mesmos tipos de orixás, as mesmas vestimentas.


Dinheiro

Há duas moedas circulando em Cuba: o Peso Cubano, usado pela população em geral e o Peso Convertible, destinado somente aos turistas e com taxas de câmbio próprias.  Mas não haverá qualquer problema em usar dólares americanos nos resorts onde Euros também são aceitos. Antes de viajar, porém, é bom conferir se houve alguma mudança nas regras do dinheiro por lá.

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